A alimentação é um dos pilares mais importantes do desenvolvimento infantil. Quando uma criança enfrenta dificuldades alimentares, os impactos não afetam apenas sua saúde física, mas também sua rotina familiar, seu bem-estar emocional e sua qualidade de vida. Entre os quadros que mais geram preocupação está o Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo (TARE), uma condição complexa que exige atenção e cuidado especializado.
O que é TARE?
O TARE é um transtorno alimentar caracterizado pela recusa persistente em comer determinados alimentos. Essa recusa não é simples birra ou preferência: crianças com TARE costumam rejeitar alimentos por fatores como textura, cor, cheiro ou apresentação visual, o que leva a uma ingestão nutricional muito limitada. Com o tempo, isso pode gerar carências nutricionais, perda de peso e prejuízos no crescimento e desenvolvimento.
Apesar de ser comum em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o TARE também pode ocorrer em crianças neurotípicas ou com outros tipos de atrasos no desenvolvimento.
TARE x Seletividade Alimentar: qual a diferença?
É importante destacar que nem toda criança com seletividade alimentar tem TARE. A seletividade alimentar é comum em algumas fases do desenvolvimento infantil e tende a ser passageira. Já o TARE é mais severo, persistente e impacta significativamente o dia a dia da criança e da família.
Alguns sinais de alerta para TARE incluem:
Recusa extrema a alimentos, mesmo que oferecidos de forma repetida;
Estresse intenso durante as refeições;
Déficits nutricionais diagnosticados;
Perda de peso ou dificuldades no ganho de peso;
Interferência nas relações sociais e na dinâmica familiar por conta da alimentação.
Como é feito o tratamento para TARE?
Na Clínica Aplicar, oferecemos um setor especializado no atendimento a crianças com TARE. Nossa abordagem é baseada na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), aliada ao conhecimento em nutrição comportamental e estratégias individualizadas.
O processo inclui:
Avaliação comportamental e nutricional detalhada;
Exposição gradual e estruturada aos alimentos;
Técnicas de reforçamento positivo para reduzir a ansiedade;
Envolvimento direto da família, com orientações práticas para o dia a dia.
Tudo é conduzido por uma equipe multidisciplinar com experiência clínica e sensibilidade para respeitar o tempo e as necessidades de cada criança.
Resultados reais, vidas transformadas
Com o tratamento adequado, é possível observar uma ampliação progressiva do repertório alimentar, com ganhos não apenas na saúde física, mas também no bem-estar emocional e social da criança. A atuação precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do processo terapêutico.
Se você desconfia que seu filho pode ter TARE ou enfrenta desafios semelhantes na alimentação, entre em contato conosco. Estamos aqui para ajudar.









